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As Páginas Amarelas do brasileiro nos Estados Unidos desde
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INFORMAÇÕES
IMPORTANTES PARA PESSOAS QUE DESEJAM ESTUDAR NOS ESTADOS UNIDOS Por
Carlos de Paula Os sistemas acadêmicos brasileiro e americano
são um pouco diferentes sob alguns aspectos. O propósito deste artigo é
explicar algumas das diferenças mais básicas entre os dois sistemas, visando
auxiliar o leitor nos seus estudos ENSINO BÁSICO No Brasil temos o primeiro grau, seguido do
segundo. Lá o primeiro grau (que incorpora os antigos cursos primário e
ginasial) tem oito anos. Aqui o equivalente é o elementary school, ou grade
school, nos primeiros quatro anos, seguidos do middle school (5a. a 8a. séries),
que juntos perfazem oito anos. O nosso primeiro grau agora tem nove anos. Há
diferença no segundo grau. Ao passo que no Brasil o 2o. grau tem três anos,
aqui tem quatro. Existem alguns cursos de segundo grau no Brasil com quatro
anos: os cursos técnicos ministrados nas Escolas Técnicas Federais. O curso
de segundo grau daqui chama-se High School, ou Senior High School. Cabe aqui
uma observação. Certos distritos escolares americanos têm o Junior e o Senior
High School. Normalmente, o primeiro incorpora o oitavo ano do middle school,
até o primeiro ou segundo ano do High School. O Senior High School nessas
áreas vai do segundo/terceiro ano do High School, até o quarto ano. A
distinção é meramente administrativa. O importante é lembrar que a escolaridade básica
nos Estados Unidos tem doze anos, ao passo que no Brasil agora também tem
doze, porém com diferença de número de anos no segundo grau. Isso às vezes
pode criar confusões em faculdades que não estão familiarizadas com o sistema
brasileiro, pois nossos históricos escolares frequentemente dão a impressão
de cursos incompletos. Para matricular seu filho no estudo básico,
basta apresentar os históricos escolares e certificados de conclusão
pertinentes, devidamente traduzidos (veja informações sobre traduções mais
adiante). Na maioria dos casos também é necessário apresentar (devidamente
traduzido) o atestado de vacinação. Quase sempre seu filho perderá pelo menos
um semestre, devido a defasagem entre os anos letivos. O ANO LETIVO Os anos letivos são diferentes nos dois países.
Ao passo que no Brasil geralmente inicia em fevereiro/março, terminando em
novembro/dezembro, aqui ele começa em setembro, terminando em maio do ano
seguinte. Portanto, no Brasil o ano letivo se enquadra dentro de um único ano
civil, mas aqui dois semestres em anos civis diferentes. Isso significa que
normalmente as crianças brasileiras que se matriculam em escolas americanas
acabam perdendo pelo menos meio ano de estudos. NOMENCLATURA Tanto no High School quanto na Faculdade,
criaram-se designações para cada um dos quatro anos dos cursos. São estas: Freshman = primeiranista Sophomore = segundanista Junior = terceiranista Senior = quartanista. Um erro de nomenclatura comumente feito é que o
ex-curso colegial brasileiro não corresponde ao college americano, que
equivale à nossa faculdade. Da mesma forma colégio não é college. A seguir,
discuto outras discrepâncias, principalmente no tocante ao termo graduação. DIFERENÇAS CURRICULARES Alguns anos atrás o currículo brasileiro era
considerado muito mais rigoroso do que o americano. Há um pouco de verdade e
também de mentira bairrista nessa afirmação. Primeiramente, há que se diferenciar entre o
currículo teórico das escolas públicas brasileiras e o efetivo. O ensino
público no Brasil caiu muito de qualidade nos últimos vinte anos. A afirmação
da primeira linha poderia ser verdadeira trinta anos atrás, mas hoje em dia
creio ser exagerada. Os componentes curriculares existem no Brasil, mas o
ensino efetivo desses é na melhor das hipóteses, incompleto. Por outro lado,
cada distrito escolar americano é diferente do outro. Não se pode comparar as
escolas públicas da cidade de Nova York com as escolas públicas de Short
Hills, New Jersey, por exemplo. Comunidades mais ricas como Short Hills têm sistemas
secundários públicos mais rigorosos do que as melhores escolas particulares
do Brasil! Essa tremenda variação de currículos nos EUA dá a aparência de
fraqueza generalizada. Na média, o ensino de idiomas estrangeiros no
Brasil é efetivamente superior (pois é obrigatório e já é ensinado a partir
da quinta série), e pelo, menos no papel, o ensino das ciências também
seria superior. É triste frisar que por mais forte que seja o ensino
científico na sala de aula, esse é incompleto sem laboratórios, que praticamente
não existem no sistema público brasileiro. A FACULDADE - TERCEIRO GRAU Visto que não há vestibular nos Estados Unidos,
não há cursinho também. Para entrar na universidade, o aluno americano (ou
residente) deve fazer um exame que se chama SAT (Scholastic Aptitude Test),
que é um exame básico de inglês e matemática. Com base no score obtido, o
aluno é aceito ou rejeitado. Obviamente, as faculdades mais nobres exigem
scores mais altos. O SAT na realidade não se aplica ao estudante
que não fez high school aqui. Nesse caso, o aluno deve fazer o exame TOEFL,
que é basicamente um exame que mede o nível de conhecimento de inglês do
candidato. O TOEFL é um exame mais difícil do que o SAT( que chega a ser mais
intuitivo do que técnico). As instituições acadêmicas querem se certificar de
que os seus alunos estrangeiros realmente compreendam o idioma inglês antes
de iniciar o curso - nada mais lógico. Por mais que o brasileiro (branco) não se
considere latino, por julgar o termo pejorativo, na realidade diminui as suas
possibilidades de aceitação na maioria das instituições acadêmicas, ao marcar
raça branco/caucasiano nos documentos de matrícula. Muitas entitades
determinam cotas para raças diferentes, dando preferência a raças
desprivilegiadas - como os latinos. Os anti-latinos também diminuem a
possibilidade de receber ajuda financeira. Esse artigo não é um tratado
antropológico, mas parece-me que somos tão latinos quanto o argentino e o
colombiano, por exemplo. Pense bem antes de marcar taxativamente branco/caucasiano. Um fato que causa muita confusão é que o nível
escolar que chamamos de graduação no Brasil é chamado de undergraduate nos
Estados Unidos. O graduate school americano corresponde à nossa pós-graduação
(mestrado em diante). O vulgo curso de pós-graduação lato sensu não existe
nos Estados Unidos, onde o aluno sempre adquire um título. O mais próximo do
lato sensu seria continuing education, que não tem muito peso por não ser
considerado curso de nível de pós-graduação, e sim, educação complementar a
nível de graduação. É importante também notar a existência dos
associate degrees nos EUA, cursos de terceiro grau de dois anos, ministrados
em "Community College". Normalmente são usados como trampolim por
pessoas com qualificação academica ou financeira anterior, que depois
terminam o curso de quatro anos (bacharelado) ou prosseguem sua escolaridade
a nivel de pós graduação. É uma das melhores pedidas para o brasileiro que
vive nos EUA, já que as exigências para aceitação são menos
rigorosas Uma diferença muito importante é que certos
cursos profissionais, que no Brasil são cursos de graduação, aqui são cursos
de pós graduação. Dois exemplos: medicina e direito. (Efetivamente, com a
residência e cursos de especialização o médico brasileiro acaba tendo nível
de pós graduação. O mesmo não se diz dos advogados, que, ironias das ironias,
são indiscriminadamente chamados de doutores apesar de, na maior parte dos
casos, terem meramente graduação). Nos EUA o aluno deve primeiro fazer quatro
anos do curso undergraduate (graduação) para depois se inscrever nos cursos
de medicina ou direito. Cabe frisar que os cursos de direito e medicina nos
Estados Unidos são muito mais rigorosos do que os equivalentes brasileiros,
visto que são cursos de pós-graduação, concebidos para estudantes mais
maduros e com uma formação acadêmica mais avançada. Por isso mesmo, o titulo
de Médico brasileiro não pode ser considerado Doutorado em Medicina. O uso da
expressão "Doutor" é mais uma tradição vernacular, do que realidade
acadêmica. Na realidade, existe uma inversão de dificuldade
entre o sistema brasileiro e o americano. Ao passo que no Brasil é difícil
entrar na faculdade (depois de entrar é relativamente fácil concluir o
curso), aqui o difícil é continuar nela. Nos EUA é fácil entrar na
universidade, só que o ensino é relativamente muito mais puxado a nível de
terceiro grau do que nos níveis precedentes. Ainda assim, a situação mudou nos últimos dez
anos, por uma série de razões que não cabe discutir aqui, pois sairia do foco
principal deste artigo. Houve uma certa diluição do ensino universitário nos
Estados Unidos, pelo menos a nível de graduação. Quase não se bomba
alunos hoje em dia: os piores alunos frequentemente passam com nota C. Em
compensação, na maioria dos casos também se faz muito pouco somente com o
diploma de bacharelado. Cada vez mais é necessário fazer cursos de
pós-graduação para se ter uma formação razoável. Um bacharelado em psicologia
nos Estados Unidos significa pouca coisa, por exemplo. Outro exemplo: ao passo
que muitos professores universitários no Brasil não chegam a ter nem
mestrado, aqui esse título é uma exigência mínima para a profissão. E a
maioria tem doutorado (Ph.D) ou mesmo pós-doutorado. Existe uma tendência de
expandir o número total de anos de escolaridade. Alguns gostam de chamar isso
eufemisticamente de democratização da educação. O QUE FAZER PARA ENTRAR NA FACULDADE? Seria impossível escrever um artigo completo
sobre o assunto, visto que há literalmente milhares de instituições de ensino
superior nos Estados Unidos, com uma imensa variação de exigências. Portanto,
abrangerei o assunto de um modo muito geral, pois em alguns casos as
exigências variam até mesmo entre os diversos departamentos de uma só
faculdade. Você deve ter, no mínimo, o diploma do curso
secundário. Se estiver se inscrevendo em um curso de graduação (de novo,
undergraduate), mas já tem alguns anos de faculdade no Brasil, é possível que
a sua faculdade daqui aceite alguns créditos. Isso não só é interessante por
diminuir o tempo necessário para concluir o curso, mas também sob a ótica
econômica: o custo dos seus estudos será proporcional ao número de créditos a
cumprir. Qualquer que seja o caso, terá de fazer o TOEFL
e obter traduções certificadas do diploma e histórico escolar da sua última
escolaridade. (Em alguns casos pedem também os documentos do seu penúltimo
nível escolar, além de atestados de vacinação). Tome muito cuidado ao providenciar as traduções
dos seus documentos. Essas devem ser feitas por tradutor profissional e devidamente
credenciado. Traduções feitas por agências de viagem, lojas, particulares e
agências de remessa de dinheiro não são aceitas pela grande maioria das
instituições acadêmicas, mesmo se forem notarizadas. Fazê-las nesses lugares
é a mesma coisa que jogar dinheiro fora. Não tente fazer a tradução por conta
própria. Além disso, a maioria das instituições não reconhece traduções
feitas por tradutores juramentados brasileiros, mesmo se forem legalizadas
pelo Consulado Americano local. Isso é mais do que justo, visto que o governo
brasileiro não mais reconhece traduções feitas em outros países. Algumas faculdades têm exigências mais rigorosas
do que outras. Enquanto umas exigem que o tradutor profissional lacre o
documento, outras requerem que o próprio histórico seja recebido em envelope
lacrado pelo tradutor, que deve assinar um termo de responsabilidade.
Normalmente, as faculdades mais nobres (as chamadas Ivy league schools) são
as mais exigentes. Leia as instruções com cuidado e siga-as à risca. Certas faculdades exigem que após feita a
tradução certificada, seja obtida uma equivalência do documento, elaborada
por entidade credenciada (ligue-nos toll-free para obter o número desta -
(877) 626-0642). Há diversas razões para isso. No Brasil as avaliações são
absolutas na grande maioria das faculdades, ao passo que aqui são relativas.
Ou seja, no Brasil a maioria das instituicões de ensino superior dá notas
numéricas, geralmente na escala de 0 a 10, designando uma nota mínima para
aprovação (geralmente 5 ou 7). No sistema relativo de avaliação, as notas são
dadas em letras (de A a F), com fundamentação estatística. Portanto, em
alguns casos é necessário fazer uma equivalência do documento acadêmico antes
que esse seja examinado pela faculdade. A agência emite um parecer sobre o
seu documento e sobre o sistema acadêmico do Brasil. Não obtenha essa
equivalência sem que seja explicitamente pedida pela instituição americana,
pois não é uma exigência generalizada, e é cara. Se a sua faculdade tem
material descritivo sobre o critério de avaliação, é prudente solicitá-lo,
por via das dúvidas. Obviamente, as faculdades de mais prestigio do
Brasil (como USP, UNICAMP, FGV, as diversas PUC, etc) são mais consideradas
do que entidades de segunda linha. Nesse último caso, a universidade
frequentemente (mas nem sempre) exige que o aluno obtenha uma minuta do curso
(course outline), e providencie a tradução do mesmo. A minuta é uma descrição
detalhada e individual de todas as matérias do currículo. Com isso a entidade
americana procura avaliar a qualidade do currículo ministrado pela entidade
desconhecida do outro país. Novamente, a consideração econômica é importante.
Traduzir a minuta e obter um bom número de créditos pode resultar na economia
de milhares de dólares em matrícula e alguns anos de estudo. Se o número de
créditos for muito pequeno, na realidade vale mais a pena fazer o curso de
novo. Outra consideração: se você estudou educação física no Brasil, e agora
quer estudar filosofia, é bem possível que quase nenhum crédito do seu curso
original seja aceito pela universidade daqui, por equivalência. A entidade americana não é obrigada a aceitar o
curso feito no exterior. Muitas vezes, se você já tem alguns anos (ou curso
completo) de faculdade, ela pode considerar que você tem somente nível
secundário. Isso é uma prerrogativa da faculdade. Não adianta brigar. Nesse
caso, procure outra faculdade, pois as instituições têm critérios diferentes. Aliás, é interessante inscrever-se em diversas
faculdades ao mesmo tempo, pois isso aumenta a sua possibilidade de sucesso.
Se você teve boas notas e é estudioso, procure pesquisar previamente o
conceito da universidade - isso é muito importante, principalmente se deseja
fazer pós-graduação posteriormente. PÓS-GRADUAÇÃO Os critérios para matrícula em cursos de
pós-graduação são mais rigorosos ainda, principalmente nas Ivy League
Schools. A maioria exige que você obtenha cartas de recomendação de
ex-professores, que comprovem o seu desempenho acadêmico. Essas podem ser
escritas em inglês ou traduzidas do português. Recomendamos que não peça as
cartas em inglês - acreditem ou não, há diversos professores universitários
no Brasil que pensam que falam inglês, e acabam escrevendo cartas que mais
atrapalham do que ajudam. Uma carta escrita em inglês ininteligível pode
prejudicar a sua matrícula. Além de exigirem o TOEFL, as universidades podem
exigir outros exames para admissão, dependendo da sua área de estudo. Esses
são bem mais difíceis do que o SAT e o TOEFL, e você deve se preparar adequadamente.
Há cursinhos preparatórios, por exemplo, o Kaplan, que podem prepará-lo para
o TOEFL, GED ou qualquer outro exame de admissão. Em algumas universidades e programas é possível
fazer o doutorado direto, pulando o mestrado. Obviamente, o curso é mais
longo do que um mestrado, mas você pode economizar um ano ou mais se fizer
isso, na maioria dos casos. EQUIVALÊNCIA DE CURSOS PROFISSIONAIS Como era de se esperar, obter a equivalência de
cursos profissionais, como medicina, direito, engenharia e odontologia, é um
processo difícil e muitas vezes frustrante. Cada estado tem exigências
diferentes, e normalmente o credenciamento é exclusivamente estadual. Ou
seja, se você se credencia na Flórida, não pode exercer a profissão no estado
de Nova York, etc., etc.. Poder-se-ia dizer que os critérios são mais
rigorosos para o estrangeiro do que para os próprios americanos, o que faz
sentido. Não restaria um único médico no Brasil (e em diversos outros países)
se assim não fosse!!! No caso especifico do direito, pela própria
característica da disciplina é necessário estudar muito inglês antes de
focalizar no direito em si, se é que você pensa em realmente passar o bar
examination. Também é importante notar a ênfase do direito consuetudinário no
sistema americano, em detrimento do direito romano. Além disso, é necessário
completar um número x de créditos em uma faculdade de direito local (o número
varia de estado para estado); ou seja, você não pode simplesmente se
inscrever e arriscar. Em outras profissões menos remuneradas, com
maior procura do que oferta (por exemplo, enfermagem e magistério primário),
os critérios de equivalência são bem mais liberais. Entretanto, ainda assim
variam de estado para estado, e o próprio credenciamento/licença é estadual,
e não federal. Lembre-se sempre que o nome do país é Estados Unidos por uma
boa razão: os estados têm um bom grau de autonomia em relação ao governo
federal. Ao providenciar a sua equivalência profissional,
é necessário traduzir seus documentos acadêmicos, como se estivesse se
matriculando normalmente num curso. As mesmas advertências sobre a tradução
de documentos, feitas acima, cabem nesse caso. Por último, lamento informar que não temos
informações adicionais sobre os critérios de credenciamento profissional ou
sobre instituições específicas. Portanto, peço-lhes que se furtem de
solicitar essas informações junto ao nosso escritório. Espero que esse resumo seja útil a todos, e
parabenizo-os pelo desejo de progredir na vida. |