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1954 – DESPEDIDA DA GÁVEA

Por Carlos de Paula

 

A corrida da Gávea de 1954 na realidade era a corrida de Gávea de 1953. Confuso? Bem, houve uma série de atrasos, e a corrida que deveria ocorrer no final de 1953, foi disputada em 4 de janeiro de 1954. Acabaria sendo o último circuito da Gávea, durante 20 anos a principal prova do Brasil, e sem, exagero, durante muitos anos da própria América do Sul.  Que a Gávea inseriu o Brasil no circuito internacional não há dúvidas. Também é evidente que não se aproveitou todo prestígio e trabalho realizado nas duas décadas para fazer com que o Brasil permanecesse no calendário internacional, de uma forma ou outra. Não é de todo surpreendente que 1954 seria também o ano em que Argentina seria incluída pela primeira vez nos calendários da Fórmula 1 e do Mundial de Marcas. De fato, as duas provas ocorreriam no mesmo mês de janeiro, alguns dias depois. Rei morto, rei posto. O Brasil saía do calendário, só voltando com força toda a partir do Grande Prêmio do Brasil de 1973, o primeiro oficial do país, e a Argentina entrava com tudo: inclusive dois pilotos de categoria internacional, Fangio e Gonzalez, e outros que prometiam muito, Mieres e Marimon.

 

No pós guerra diversos pilotos de categoria participaram da Gávea: na edição de 1951, Gonzalez e Fangio, e antes destes, Farina, Varzi, Ascari e Villoresi. Todos pilotos de primeira. Mas além de a edição de 1953(4) não contar com pilotos de tanto renome assim, seria disputada com carros esporte, e não carros de GP. Sem dúvida indícios de decadência para a corrida maior do Brasil.

 

Cabe lembrar que o ambiente político do Brasil, em 1954, já não era dos melhores, e que na época o Rio de Janeiro era a capital do país. O presidente da época, Getúlio Vargas, que muito apoiou a prova desde o princípio, perdera muito da popularidade adquirida durante os 15 anos de ditadura, entre 1930 e 1945. E o circuito da Gávea, muito longo e perigoso, tanto que era apelidado de Trampolim do Diabo, achava-se inadequado para continuar a sediar corridas internacionais. Pena, pois o Rio de Janeiro gozava de boa reputação como destino turístico internacional nos anos 50, algo que poderia ser explorado. Por bem, por mal, São Paulo já tinha um autódromo permanente, Interlagos, desde 1940, que parecia mais indicado para a realização de provas internacionais. Em suma, tudo conspirava contra a Gávea.

 

De fato, o Brasil pouco aproveitou a realização de duas provas internacionais oficiais na Argentina, no resto da década de 50. As corridas da Gávea e São Paulo foram seguidas por duas corridas de carro esporte, em 1957, também no Rio e em São Paulo, e provas de um bem intencionado Campeonato Sul-Americano em Interlagos. Nada de Moss, Collins, Brabham, Musso, Hawthorn, etc. O Brasil simplesmente ficou de fora, até os anos 70.

  Emmanuel de Graffenried

Embora os ases do passado tivessem se furtado de comparecer ao circuito da Gávea de 1953(4), 13 pilotos internacionais correram nesta última edição do GP carioca, um bom número. O favorito era sem dúvida o nobre suíço Barão Emmanuel de Graffenried (Toulo para os mais íntimos), entre outras coisas, o vencedor do GP da Inglaterra em 1949. Em termos de prestígio, nenhum tinha mais do que o alemão/austríaco Hans Stuck, que além disso já correra no Brasil, nos anos 30. Vencedor da subida da montanha de Petrópolis em 32, Stuck fora protagonista de um excelente duelo com Carlo Pintacuda na edição de 1937 da Gávea. Equipado com um potente Auto Union, bicho papão da época, Stuck acabou perdendo a corrida, rara ocorrência para carros alemães na segunda metade daquela década. Stuck ganhou diversos GPs durante os anos 30, e continuou correndo até a década de 60, tendo ganho centenas de provas de subida de montanha. Nessa edição da Gávea, Stuck estava munido com um Porsche, de motor pequeno e sem grandes chances de vitória geral, que acabou ficando no Brasil. Seu filho Hans Joachim Stuck viria a correr no Brasil na F-1, mais tarde, sendo também um dos pilotos estrangeiros que estiveram presentes do sepultamento de Ayrton Senna, em 1994.

 

Três portugueses correriam, todos os três munidos de Ferrari: José Nogueira Pinto, Vasco Sameiro e Fernando de Mascarenhas. Sameiro já correra diversas vezes no Brasil, e Nogueira Pinto ganhara o GP de Portugal do ano anterior. Uma dupla de belgas correria também de Ferrari: Jacques Herzet e Johnny Claes. Este último era conhecido por ser também um famoso bandleader, sendo bastante ativo nas corridas européias.

 

Um único argentino se dignou a visitar o derradeiro GP da Gavea, Jose Maria Ibanez, que entraria nos livros de recordes como ganhador dos 1000 Km de Buenos Aires de 1955. Também correria de Ferrari. Dois italianos disputariam a prova: Giulio Musitelli, piloto pouco famoso mesmo na Itália, e Emilio Eminente, mais obscuro ainda. Que diferença de Varzi, Ascari, Villoresi et tutti quanti!!! Eminente correria em dupla com uma francesa, Danielle Foufonis, a primeira pilota a correr na Gávea desde a clamorosa participação de Helle Nice em 1936. Um uruguaio, Danilo Giappesoni, com Ferrari, e um francês, Henri Peignaux, com Jaguar, fechavam a lista de participantes estrangeiros.

 

12 brasileiros também se inscreveram, e entre os nossos, o franco favorito era Chico Landi, que largou na primeira posição. Munido de uma Ferrari, Chico era o principal piloto brasileiro da época, gozando de boa reputação na Europa e na Argentina. O segundo brasileiro melhor colocado na largada era Arthur de Souza Costa Filho, que largaria em quarto, e também correndo com Ferrari. Dois pilotos de renome fariam parte da terceira fila: Benedicto Lopes e Henrique Casini, os dois também com Ferrari. Na quarta fila, Euclides Brito, o primeiro brasileiro correndo com Maserati. Na quinta fila, o gaúcho Catharino Andreatta, que viria a ser um grande vencedor das Mil Milhas brasileiras, e que fazia muito sucesso nas pistas sulinas desde a década de 30, partiria com uma Ferrari. Godofredo Viana e Pinheiro Pires, dois pilotos de renome, completavam esta fila, o primeiro com Ferrari, o outro com Maserati.

 

Na última fila, quatro brasileiros: Annuar de Goes, freqüente participante das corridas no começo da década, Arthur Troula, com o único Alfa Romeo da corrida, um jovem Ciro Cayres, na sua única participação na Gávea, com um relativamente fraco Allard-Cadillac, e Jair Mello Vianna, com Ferrari.

 

Chico Landi conseguiu manter a vantagem da pole, e saiu na frente seguido de Graffenried, e dos dois portugueses. Ciro Cayres conseguiu pular para a décima posição, e em último lugar a francesinha Foufonis. A alegria de Chico não durou muito, e seu pneu furou na segunda volta. Gastou dez minutos para trocar o pneu, e perdeu muitas posições. Como a corrida seria longa, nem tudo estava perdido. O suíço Graffenried assumira a ponta, e Chico Landi começou a se recuperar. Uma das principais características da Gávea era o grande número de abandonos, e duas voltas após a metade da corrida, só 9 carros continuavam. Choveu, e Landi continuou a galgar posições, até alcançar o terceiro posto. Infelizmente, não houve tempo suficiente para alcançar de Graffenried, que completou as 30 voltas em 4h14 minutos e 21 7/10s. Apesar do forte contingente de Ferraris, uma Maserati acabou ganhando a prova! O segundo colocado foi o obscuro Musitelli, seguido de Chico Landi, Fernando de Mascarenhas e Annuar de Goes. De Graffenried também viria a ganhar a prova internacional a ser realizada em Interlagos , no dia 10 de janeiro, nessa feita seguido de Claudio Daniel Rodrigues e Henrique Casini, e participaria do GP da Argentina, alguns dias depois, chegando em 8o.. Assim fechou-se um heróico capítulo do automobilismo brasileiro.  

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Last modified: March 28, 2007